Vai ter jornalismo, sim

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Há quem diga que ele está próximo do fim. Eu discordo. Assim como acontece com tudo e todos, ele está passando por um processo de transformação. Aos trancos e barrancos? Pode ser. Mas é importante evoluir. Como toda mudança, está sendo um tanto dolorida, sofrida, mas eu sei que ele vai resistir. Conforme disse Gay Talese, um dos maiores nomes do new journalism no mundo:

Se contar uma boa história, bem escrita, se prender atenção, o jornalismo vai durar para sempre. Os jornais não vão morrer. Há um mercado para a qualidade e sempre haverá jornalismo de alta qualidade.

Hoje, dia 7 de abril, comemora-se o Dia Nacional do Jornalista. Temos motivos para comemorar? Olha, acredito que apesar dos pesares, temos. Sim, diversos profissionais da área vêm sendo demitidos em massa com bastante frequência. Sim, isso ocorreu ontem mesmo, no Estadão (saiba mais aqui). Sim, existe certa desvalorização da profissão: salários baixos, número de horas de trabalho beirando a escravidão, pautas arriscadas, censura… Posso ficar o dia inteiro aqui citando motivos de realmente ser difícil que algum jornalista comemore o dia de hoje. Mas prefiro dizer que mesmo sendo difícil, é possível.

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Os veículos de comunicação da mídia tradicional estão saturados de gente e demitem sem dó nem piedade, pois estão perdendo dinheiro, que é tudo o que importa para eles. Só que, ao menos em minha opinião, os nossos horizontes têm se expandido muito. Não precisamos mais destes veículos. A prova disso é uma grande quantidade de agências de conteúdo que vêm se multiplicando, os inúmeros blogs pessoais que prestam serviço com ótimas matérias, os projetos de financiamento coletivo de reportagens, como o da Agência Pública, entre outras coisas.

Enfim, quem lê esse post pode estar pensando “sabe de nada, inocente”. Respeito a opinião. Mas eu, como estudante de Jornalismo ~iludida~, acredito, sim! Acredito que nós podemos fazer o jornalismo permanecer em pé, nos aliando com a tecnologia, utilizando as diversas plataformas de comunicar e contando boas histórias. Seja por vídeo, texto, áudio, imagem, infográfico, sinal de fumaça… Seja por grandes jornais, jornalecos, portais de notícias, blogs, revistas, redes sociais, ou até pela porta do banheiro público. Haha Não devemos nos esquecer do nosso papel (nem deixar que os outros se “esqueçam”), que é informar.

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Todos estes jornalistas que trabalharam incansavelmente e foram demitidos dos veículos onde atuavam, viram uma porta bem pesada se fechar nas suas “caras”. Mas, enquanto isso, se abriu uma grande janela, cheia de possibilidades, onde existe espaço para todos aqueles que fazem jornalismo de qualidade e acreditam no seu trabalho.

O meu desejo, no dia de hoje, é que os vários bons jornalistas, que andam desanimados com a situação da profissão, abram os olhos para as outras possibilidades e sejam diferentes da “massa” que se limita a fazer mais do mesmo. Desculpa a palavra, mas vou ter que dizer: FODA-SE a grande mídia e a sua ganância.

O jornalismo é infinito e independente. :)
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Quem vê currículo, vê coração

Quem acha que o currículo não é extremamente importante na hora de buscar um emprego/estágio levanta a mão. Não preciso nem ver pra saber que é um povo. Eu também pensava isso. Agora abaixa (se é que alguém realmente se prestou a levantar, né). hehe Vou tentar te convencer de que o teu currículo é, sim, muito importante e que muitos te julgarão a partir dele.

Nem me refiro tanto ao conteúdo dele. Claro que uma lista infinita de cursos e experiências enche os olhos dos selecionadores, mas tem algo que pode ser até melhor. Vou te explicar:

Pensa naquela pessoa que precisa selecionar apenas alguns concorrentes entre uma grande pilha de currículos para realizar uma entrevista. Certamente vai ter um monte de currículos mais ou menos iguais. Enquanto ele os lê, já fica entediado e quase dorme com tanta mesmice. Eis que surge o teu currículo, ~diferente~ dos demais, criativo, e assim, de alguma forma, tu vai te destacar e vai ser lembrado, pode acreditar.

Agora, a pergunta que não quer calar: Como fazer um currículo criativo?

Bom, primeiro tu precisa ter criatividade (dãã, óbvio). haha Mas acredite, um pessoal já teve essa ideia antes e fez currículos dignos de autógrafo, porque são quase obras de arte. Enfim, eles podem te inspirar. Dá uma olhadinha aqui. Eles estão disponíveis para download, podendo ser usados como modelos. Demais, né?

E pra que não digam que estou sendo otimista demais com essa história de currículos criativos, aí vai a minha experiência:

Pesquisei na internet sobre currículos criativos e, a partir dos que eu vi, quis criar o meu. No dia 19 de janeiro desse ano comecei a enviá-lo. Fui chamada em três entrevistas. Nas três, salientaram que o meu currículo chamou muito a atenção. Destas, duas me selecionaram para trabalhar. Ou seja, ainda pude optar pelo local que preferia. No dia 3 de fevereiro (menos do que duas semanas), eu já tinha um estágio escolhido por mim.

Coincidência? Pode apostar que não. Claro que além de um currículo legal, é importante que a pessoa tenha interesse em aprender, procure se atualizar sempre na área, seja responsável com o trabalho… Mas a porta de entrada é o currículo e eu sei que muita gente com potencial sequer tem a chances de mostrar tudo o que tem de bom. Por isso, meu conselho é: invista num currículo criativo, que mostre quem tu é, e que não te faça parecer apenas mais um.

Aqui está o meu filho.

Currículo Jo//